Mito dos Vampiros
Como surgiu o mito de um dos seres mais famosos de toda a indústria do entreterimento
Origem
Existem várias fontes que datam de épocas e lugares diferentes, mas segundo Thomas Bohn, a palavra ‘vampiro’ surgiu em 1725 na Áustria. No século XVIII, algumas pessoas começaram a morrer de forma ‘‘misteriosa’’. Com o intuito de investigar as causas da morte vários médicos se deslocavam do interior até as vilas mais movimentadas em buscas de respostas.
Na realidade, a causa misteriosa era uma doença desconhecida para a época, a porfiria, uma doença hereditéria que resulta na deficiência na produção de heme, um componente essencial na hemoglobina para o transporte de oxigênio. Os sintomas eram atrelados a esses seres sobrenaturais, como a sensibilidade a luz do sol, urina escurecida, retração das gengivas, deconfiguração facial e outros.
Devido ao tom escuro da sua urina, as pessoas supunham que o doente estava bebendo sangue, as gengivas se retraiam fazendo com que os dentes parecessem presas, o alto teor de enxofre no alho poderia desencadiar uma crise de porfiria e causava dores agudas, com a desfiguração facial os enfermos evitavam espelhos.
Além disso, os vampiros são considerados cadáveres vivos por causa das depredações aos corpos no cemitério. Muitas vezes com suspeita de serem vampiros, pessoas tinham seus caixões abertos, lá encontravam uma pessoa com cabelos e unhas grandes, além de aparentemente ter mudado de posição, mas como isso era possível?
Bem, a decomposição de um corpo não começa do dia pra noite, ou seja, pode demorar pra começar ainda, após a morte o corpo desidrata causando uma retração da pele assim, eles parecem mais longos do que o normal. Adicionalmente, nessa época ainda acontecia muitos roubos em cemitérios, os ladrões abriam os túmulos e reviravam os cadáveres em busca de algo valioso.
Primeiras Citações
O primeiro livro de vampiros foi escrito por John Polidori, um médico e escritor inglês, lançado em 1819. O livro junta algumas características do mito original com algumas atribuições citadas por Polidori, que posteriormente são vistas como canônicas para esses seres, como egoísmo, sexualmente atraente, carismático, sedutor, orgulhoso, insensível, cruel, arrogante e etc. Mas grande parte dessas características, não passavam de uma crítica ao seu chefe: Lord Byron. Uma curiosidade é que ‘‘Frankenstein’’ foi escrito na mesma casa que ‘‘O Vampiro’’, já que Mary estava passando o verão na casa de Lord Byron, junto de sua irmã, seu marido e Polidori.
Décadas depois do lançamento de ‘‘O Vampiro’’, veio a obra que marcou a historia dos clássicos de terro: ‘‘Drácula’’, de Bram Stroker, lançado em 1897. O personagem Drácula foi inspirado em uma pessoa real, Vlad ‘‘Drácula’’. Vlad, era príncipe da Valáquia, atual Romênia, e ficou conhecido pelos métodos utilizados para matar e torturar prisioneiros. O empalamento era o seu favorito, ele teve uma infância instável devido a constante ameaça de invasão dos Otomanos e, foi responsável por uma matança e crueldade gigantesca até sua morte.
Cultura POP
Depois do sucesso de ‘‘Drácula’’, a figura do vampiro se tornou cada vez mais presente em elementos da cultura popular, como filmes, séries, músicas e livros, porém hoje em dia existem algumas diferenças entre eles.
Primeira Geração
A primeira geração de ‘‘vampiros’’, seria daqueles cadavéricos, parecendo mais zumbis do que “humanos” e traços animalescos.
Ex: as versões originais ou nas mitologias.
Segunda Geração
Na segunda, seria um vampiro “sofisticado”, com uma aparência mais “humanizada”, porém com uma personalidade mais complexa.
Ex: Drácula, Lord Ruthven, Lestat, Louie, Orlok, etc…
Terceira Geração
A terceira seria a mais recente e a mais comum nas obras atuais, que é o vampiro romântico. Normalmente, faz parte de obras de romance e fantasia, é descrito como sedutor, atraente, sensível, em alguns como bondoso e carinhoso, mocinho.
Ex: Edward, Damon, Stefan, Eric, etc…
Alguns também, podem ter características de outras gerações ao mesmo tempo, enquanto pode ter suas peculiaridades, já que isso vai de cada autor.
Enfim, esse foi mais um texto de curiosidades. Eu, particularmente, acho esse tópico muito interessante e sempre tive uma “obsessão” por vampiros e, ansei que eu não seja a única. Espero que tenham gostado 🩷.
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*Não revisado









adorei o artigo mas fiquei triste por não ter citado a Carmilla... De qualquer jeito está maravilhoso, caso não conheça o livro recomendo ler e saber sobre sua história, é meu livro favorito!