O Preço da Personalidade
O preço que se paga por ter personalidade própria
Durante os últimos anos, com o crescimento das redes sociais trends são criadas o tempo todo e, dessa maneira, influenciam o estilo e as opiniões de outras pessoas. Porém, muitas delas, consequentemente, substituem a personalidade própria de alguns indivíduos.
Impactos
Como as tendências estão sempre mudando, as pessoas tendem a mudar de personalidade de acordo com aquilo que está fazendo sucesso, independentemente, se acham elas feias, fúteis ou caras.
Além disso, muitas dessas “estéticas” se baseiam no consumismo. É impressionante o quanto as pessoas conseguem gourmetizar algo simples e fazer os seus seguidores acreditarem que precisam de produtos desnecessários para realizar uma atividade, como, por exemplo, a trend banho premium, a de beber aguá, a de organização e várias outras.
A “trend” em si não influencia você a mudar de personalidade e sim de esbanjar em coisas que parecem ser úteis, porém são utilizadas como adereços para “confirmar” que você “tem” aquele estilo.
Falta de questionamento
Quando as pessoas seguem esses padrões, muitas vezes, esquecem de questionar o que ela prega, qual ideologia/imagem ela quer transmitir, se é realmente necessário a utilização excessiva de produtos e se ela deve ser romantizada.
No decorrer dos últimos anos, vimos isso acontecer com a estética da Trad Wife, que basicamente pregava que mulheres deveriam ser submissas à seus maridos além, de pregar pureza e tenebrosa ideia de “energia feminina”, e com o tempo ela foi dominando as redes sociais e influenciadoras.
Padronização
Como eu disse no meu último post, essa viralização de, tanto certos objetos, quanto do estilo de vida, não ocorrem de maneira aleatória. Elas são incentivadas e propagadas pelas grandes empresas, com o objetivo de maior lucro.
É basicamente um ciclo. Eles induzem as pessoas à comprarem um determinado item, esse viraliza e todos começam a utilizá-lo e comprá-lo e, dali algum tempo quando esse começa a cair em desuso, eles criam algo novo.
As grandes marcas tentam ao máximo padronizar tanto os produtos que a população consome, quanto a sua própria identidade. Assim, seu rendimento aumenta.
Valor da identidade
Quando você foge desses ideais, você paga por eles, literalmente. Quanto mais diferente e fora do modelo estipulado, mais caro você paga nas peças de roupa, sapatos e acessórios.
Ademais, o “preço” não literal também é alto. Escolhendo ser diferente, existe a possibilidade de ser tratado de forma desigual, como não ser levado a sério, ser ridicularizado, excluido, feito de chacota, desrespeitado e outros.
A conclusão é que você tenha uma individualidade, não se deixe ser influenciado a mudar seu estilo, personalidade e cárater por essas trends da internet. O problema não é ser “básico”, e sim não possuir opinião e originalidade própria.
*Não revisado
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Realmente estamos vivendo um mundo onde você deve se encaixar a rótulos criados nas redes sociais. Até quando? Creio que até o momento em que caímos na real de que há um mundo verdadeiro fora das redes
Eu ameiiiiii muito esse texto e concordo demais. Acho que hoje em dia a gente é influenciado o tempo todo a seguir padrões sem nem perceber, principalmente nas redes sociais. E o mais preocupante é como isso acaba moldando não só o que a gente consome, mas também a forma como a gente pensa e se enxerga.
Essa questão da ‘trad wife’, por exemplo, mostra bem como ideias podem ser romantizadas sem que as pessoas parem pra refletir no que realmente está por trás.
Pra mim, o mais importante é justamente isso que você falou: ter senso crítico e não perder a própria identidade só pra se encaixar